Conheça a história de Dona Luzia Dantas, patrimônio vivo da cultura potiguar


Foto: Cícero Oliveira (Agecom UFRN)

Com a primeira dose da vacina contra o covid-19 já tomada, Dona Luzia Dantas segue sua rotina de trabalho em Currais Novos, talhando madeira, dando à simples pedaços de umburana traços animais, humanos e sacros.

Dona Luzia Dantas completou recentemente 84 anos, é uma das maiores escultoras do Rio Grande do Norte, verdadeiro patrimônio vivo da cultura potiguar.

Suas obras são reconhecidas nacionalmente (ela já participou da Bienal Brasileira de Arte Naif) e estão espalhadas por Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Estados Unidos e Portugal.

Nascida no Município de São Vicente, Luzia Dantas começou a entalhar quando criança, ao ver a mãe fazer bonecos de casca de melancia. Tentou esculpir em pedra, mas não se identificou. Gostava mesmo era da umburana, árvore nativa do sertão.

Aperfeiçoou algumas técnicas ao observar obras de outro grande escultor potiguar, o mestre Xico Santeiro, de quem aprendeu a fazer o movimento dos animais.

Vaquejada: Foto de Cícero Oliveira (Agecom UFRN)

Outra característica importante das suas obras, especialmente as sacras, é o panejamento. Ela talha com minúcia a movimentação da vestimenta.

Quem já aprendeu bastante observando a riqueza de detalhes das peças de Luzia Dantas foi o escultor popular Ambrósio Córdula – outro com obras espalhadas pelo Brasil e até no exterior.

Cruzetense radicado em Acari, ele chegou a visitar algumas vezes o atelier de Dona Luzia em Currais Novos para estudar suas obras.

Estamos falando de Dona Luzia Dantas hoje porque ela foi tema de uma ótima matéria do jornalista Iano Flávio no site da UFRN (leia aqui!).

No texto, Luzia é destacada como um dos grandes nomes do precioso acervo de arte popular do Museu Câmara Cascudo (MCC-UFRN). Suas obras formam uma das mais antigas coleções da instituição.

Ao todo, o MCC conta com 25 obras de Luzia Dantas, incorporadas entre os anos 1960 – quando a artista foi “descoberta” pelos pesquisadores Câmara Cascudo e Veríssimo de Melo – até meados dos anos 2000. As peças retratam do cotidiano sertanejo à fé seridoense.

Quem quiser conhecer mais sobre Luzia Dantas pode ler a matéria feita pela UFRN clicando aqui. E quem quiser acompanhar as atividades do Museu Câmara Cascudo basta acessar o site da instituição (www.mcc.ufrn.br).

Com informações da Agecom UFRN.

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