Minuta do novo decreto do estado será apresentada nesta terça-feira (16) em reunião com prefeitos


Foto: Fabiano Trindade

Nesta terça-feira (16), a governadora Fátima Bezerra fará nova rodada de reuniões com prefeitos de todo o estado para debater mais medidas de combate à pandemia do coronavírus no Rio Grande do Norte.

Na ocasião, a governadora vai colocar para discussão a minuta do novo decreto estadual, já que o último decreto editado pelo governo vence amanhã, dia 17.

Na segunda-feira (15), Fátima já havia se reunido com prefeitos de várias regiões do estado, inclusive com a presença de Álvaro Dias, de Natal.

A reunião foi para apresentar os dados epidemiológicos dos últimos dias e iniciar as conversas pela continuidade das medidas restritivas à circulação de pessoas em todo o território potiguar.

Segundo a subsecretária de Planejamento e Gestão da Sesap, Lyane Ramalho, o RN está com uma média móvel de 100 solicitações de leitos Covid por dia.

“Na última semana atingimos o recorde de 148 solicitações diárias. Observamos também um aumento diário no número de óbitos. Quanto menos medidas restritivas adotamos, mais esses indicadores pioram”, informou a subsecretária. 

Fila de pacientes à espera de leito é a maior desde o início da pandemia

Segundo matéria da Tribuna do Norte, na segunda-feira (15) o Rio Grande do Norte somou 117 pacientes aguardando transferência para um leito crítico – o maior número até aqui na pandemia. (A matéria pode ser lida aqui).

No mesmo dia, o RN bateu outro triste recorde. Pela primeira vez desde o início da pandemia, o estado superou a marca das mil internações por covid-19.

Conforme o boletim epidemiológico nº 314 da Sesap-RN, são 1.016 pacientes internados nos sistemas público e privado por causa do vírus. Destes, 626 estão em leitos públicos, e 390 na rede privada.

Até o momento, pelo menos 508 pessoas morreram enquanto aguardavam por um leito de UTI no estado, isso desde o início da pandemia. O número representa 12% do total de mortes por covid-19. A Fundação Osvaldo Cruz, no entanto, aponta que o número de mortes na fila é maior: 909. O dado é contestado pela Sesap-RN.

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